segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Top 5: os jogos mais famosos de zumbi

Top 5: os jogos mais famosos de zumbi



A mundo pop está vivendo um caso de amor com zumbis ultimamente. Há quem pense que o tema já saturou (sempre tem essa gente, não é?), mas parece que a onda continua, a despeito dos insatisfeitos.
Suspeito que o renascimento do gênero (que explodiu na cultura popular gringa nos anos 1960) se deve ao remake de Madrugada dos Mortos (Dawn of the Dead, no título original), de 2004, do “visionário” diretor norte-americano Zack Snyder. As aspas não são sátira minha; é assim que o cara é marqueteado pelos estúdios hoje em dia.
De lá pra cá vimos diversos filmes, revistas em quadrinhos, livros e até mesmo série de TV abordando o universo dos mortos-vivos. E como costuma ser o caso, a nossa indústria favorita seguiu a tendência. Os zumbis dominaram os games também.
Mas há de se separar o joio do trigo, não é mesmo? Nem todos os jogos de zumbis são obras-primas, e alguns nem mesmo os fãs mais obcecados do gênero seriam capazes de gostar. Por isso eu separei esta listinha com alguns dos mais notáveis jogos de zumbis.
Antes de mais nada, um aviso: os jogos não se encontram em nenhuma ordem de importância. Não precisa comentar com indignação que “o jogo X merecia estar acima do jogo Y”, ok?

Zombie Ate My Neighbors


Zombie Ate My Neighbors: com direito a multiplayer
Acho que ninguém discordará que não tem uma forma melhor de abrir esta lista do que com um clássico. O icônico Zombie Ate My Neighbors, para Mega Drive e SNES, dominou as locadoras brasileiras na década de 1990 com todos aqueles elementos responsáveis pela popularidade dos jogos inesquecíveis da época — gameplay simples , power-ups que iam de “ridiculamente desequilibrado de tão poderoso” a “causador de risadas quando apareceram no jogo pela primeira vez”, música assobiavelmente viciante, e um estilo artístico bastante distinto.
E não podemos esquecer, é claro, do modo multiplayer. Ou “de dois”, como chamávamos na época.
Zombie Ate My Neighbors foi uma daquelas (atualmente) raras ocasiões em que aLucasarts arriscou tentar a mão em propriedade intelectual que não envolvesse uma certa família de Skywalkers. É uma pena que este hábito da produtora se limitou aos anos 1990, uma década em que a lista de jogos ruins da produtora tinha essencialmente apenas um jogo.
Curiosamente, Zombie Ate My Neighbors foi renomeado como apenas Zombies na Europa. O pessoal lá costuma ser mais sensível no que diz respeito a material para crianças; esse tipo de política custou às Tartarugas Ninjas seu nome original quando estreou lá: Teenage Mutant Ninja Turtles virou Teenage Mutant Hero Turtles, porque “herói” soa menos violento que “ninja”.
E curiosamente, Zombie Ate My Neighbors não é o único jogo desta lista que teve que mudar de nome.

Resident Evil


Resident Evil: o "pai" do survival horror
Ok, mais um clássico. Assim como Doom e os FPSs, os Irmãos Wright e o avião, e o Brasil em relação ao futebol, Resident Evil pode não ter inventado o estilo de survival horror (o mérito vai pra Alone in the Dark, o primeiro jogo que de fato me deu calafrios), mas o elevou de tal forma que acabou recebendo ao redor do mundo os louros da criação. A propósito, o próprio termo “survival horror” foi cunhado por Resident Evil.
Resident Evil veio numa época em que os jogos começavam a se tornar mais profundos, mais cerebrais. Isso se refletiu no jogo na forma de inúmeros puzzles (que exigiam às vezes fuçar a mansão inteira em busca de uma chave, por exemplo). Aliás, não seria equivocado declarar que Resident Evil é muito mais um jogo de puzzle do que de ação. Jogue o game novamente e você notará que há bem menos zumbis do que estamos acostumados nos jogos atuais.
Isso pra não mencionar que os gráficos eram revolucionários na época. Os cenários estáticos eram uma solução tecnológica interessante que permitia gráficos (pseudo) foto-realistas.

Dead Rising


Dead Rising: cenário interativo
Um jogo de zumbis, da Capcom, firmemente baseado nos filmes do Romero, produzido pelo cara que simplesmente criou o Mega Man. Eu te desafio a achar um jogo com pedigree mais impressionante.
Não é exagero dizer que Dead Rising foi um divisor de águas — não apenas no gênero de zumbis, mas na indústria gamer como um todo. Dead Rising foi um dos primeiros jogos verdadeiramente “next gen” em sua época, quando a grande maioria dos jogos eram ports de games de títulos que já estavam em desenvolvimento para os consoles que começavam a se aposentar.
O grande mote de Dead Rising, como você deve lembrar, era a natureza extremamente interativa do cenário do jogo. Ambientado num shopping (a influência do Romero é bastante clara), era possível entrar em praticamente qualquer loja, apanhar qualquer objeto e utiliza-lo na batalha contra os mortos-vivos.
Os comerciais de Dead Rising deixavam bem clara esta característica do jogo que, além de bastante interessante, enfatizava o poderio técnico do ainda recente Xbox 360.
Enquanto Resident Evil sempre foi mais intelectual e baseado em horror psicológico, utilizando os momentos de tensão pra envolver o jogador na trama, Dead Rising tinha um viés mais cômico e despojado (embora graficamente violento).

Plants versus Zombies


Plants versus Zombies: de cogumelo a berinjela
Sou talvez um tanto suspeito pra falar de Plants versus Zombies. Para aqueles que não sabem, este é um dos jogos favoritos dos últimos anos (por outro lado, talvez seja por isso mesmo que eu deva falar sobre o game).
Plants versus Zombies é um charmoso jogo de tower defense, que é uma interessante variação do gênero de estratégia em tempo real. Nele, você não constrói infantaria ou tanques de guerra para combater as hordas invasoras; apenas estruturas defensivas. E essas estruturas defensivas, como o nome do jogo e o screenshot deixam claro, são plantas. De cogumelo a berinjela, vale qualquer coisa pra impedir que os zumbis jantem seu córtex frontal.
O exército intruso ataca em ondas; o objetivo de cada fase — e sim, Plants versus Zombies é um jogo à moda antiga, com fasesdistintas — é sobreviver a essas ondas plantando as estruturas apropriadas pra resistir os ataques.
Com gameplay simples, uma trilha sonora que encaixa com a atmosfera do jogo como uma luva (aquele misto de terror com comédia que há algum tempo atrás chamavam de “terrir”) e um aspecto artístico que praticamente diz “vamos lá, te desafio a não gostar de mim!”, Plants versus Zombies se tornou um sucesso de crítica e de público.
E com tantas versões disponíveis (conte comigo: PC, Mac, Chrome, Xbox Live, PSN, DS, iOS, Android, Windows Phone 7), você só ainda não jogou se não quis.
Uma pequena curiosidade sobre o jogo é que seu nome original durante a produção era Lawn of the Dead (traduzido livremente como “Gramado/Jardim dos Mortos”, um trocadilho fazendo alusão ao clássico do George Romero. Por motivos legais, tiveram que mudar o título pro que conhecemos atualmente. É uma pena, porque Lawn of the Dead combinaria perfeitamente com o game.

Left 4 Dead


Left 4 Dead: cinematográfico
Valve é uma empresa que tem um respaldo incrível no que diz respeito a jogos de tiro em primeira pessoa (eles são responsáveis por um tal de Half-LifeCounter Strike e Team Fortress; já ouviu falar desses títulos meio obscuros?). Com a febre zumbi (no sentido metafórico, claro) em alta em todas as formas de entretenimento, era de se esperar que os fãs da produtora fossem à loucura quando anunciaram o lançamento de um jogo de tiro cooperativo ambientado bem no meio de um apocalipse dos mortos-vivos.
Foi exatamente o que aconteceu. E não era sem motivo. Left 4 Dead foi reconhecido como mais um sucesso da produtora. A compra antecipada do jogo ultrapassou até mesmo a de Orange Box, outro jogo muito antecipado pelos fãs da empresa, dando uma boa ideia do interesse do público por esse tipo de jogo. Com ênfase na estrutura cooperativa, a ação frenética e os arquetipos de personagens familiares, Left 4 Dead tem uma pegada cinematográfica.
E é aí que uma das vantagens do jogo acabam prejudicando quem muito queria aprecia-lo, mas não pode. Eu, por exemplo: sofro de motion sickness (vá em frente, tire uma onda nos comentários: sei que admitir esta moléstia não costuma resultar em muita solidariedade), e aquela correria desenfreada por corredores escuros em Left 4 Dead me deixa tonto e com ânsias de vômito em minutos.
Quais jogos de zumbis (além destes, evidentemente) foram importantes pra você?